Iniciando uma conversa numérica
O primeiro passo é explicar aos alunos como acontece a conversa numérica, lembrando-os que é muito importante seguir os combinados.
Combinados:
- Resolver em silêncio;
- Não usar caneta/lápis, nem papel;
- Após chegar ao resultado aguardar o comando do(a) professor (a) e ter paciência com o colega que pode demorar mais tempo para concluir o raciocínio, não o pressionar;
- Quando encontrar a resposta não falar em voz alta, mas aguardar as orientações do(a) professor (a);
- O ideal é que os alunos se sentem individualmente;
- Combinar com os alunos que deixem o punho no peito e após chegarem ao resultado, sinalizem com o polegar levantado. Esta é uma maneira discreta de comunicar quem chegou resposta, e os colegas que ainda estiverem pensando não se sentirão perturbados pois não verão os polegares dos colegas.
Após os combinados, é o momento de apresentar um desafio simples, para iniciar o ideal é um que envolva o total de objetos em uma imagem, por exemplo. Nesse tipo de desafio os alunos percebem que existem diferentes maneiras para chegar ao resultado. Depois que os alunos estiverem ambientados com a prática, poderá dar início as operações básicas.
O primeiro desafio com imagens pode ser desenhado no quadro, projetado em um slide ou ainda ser em uma folha impressa. Cada professor vê qual se encaixa mais em sua realidade.
É importante dar o tempo suficiente para que os alunos pensem sobre o problema, sempre terá aqueles alunos que responderão com rapidez, aquele que serão mais lentos, e deve existir um meio termo entre os dois. Para os alunos que são rápidos demais, instiga-los a pensar de outras maneiras enquanto aguardam os colegas finalizarem o raciocínio.
Após a maioria dos polegares levantados é o momento de perguntar "Quem quer compartilhar a resposta?” Nesse momento os alunos só irão compartilhar suas respostas, e o professor anotará todas as respostas encontradas no quadro, além dos nomes dos alunos acima de cada resposta. Não é possível anotar o nome de todos os alunos, então em cada conversa numérica alternam os nomes dos alunos no quadro. Observe:
No início os alunos ficam envergonhados e com receio de dizer suas respostas, pensando que pode estar errado, e é papel do professor instiga-los sempre, perguntando: “Quem tem uma resposta diferente das que estão no quadro?”.
Após anotar o maior número ou todas as respostas encontradas pelos alunos é a hora mais interessante: a explicação dos raciocínios! Nesse momento os alunos devem explicar o raciocínio que usaram, interessante escolher colegas que não falaram as respostas, para que todos tenham oportunidade de falar.
Essa é a etapa onde é possível envolver todos os alunos, usando algumas perguntas chave:
- Quem quer compartilhar a estratégia que usou para chegar ao resultado?
- Fulano, você pode explicar o raciocínio do colega X com outras palavras?
- Alguém pensou diferente do colega Y?
Esse é um momento rico, onde os alunos estão construindo um grande repertório de estratégias, percebendo que para um único problema existem inúmeros raciocínios diferentes para se chegar ao resultado. O professor pode colocar no quadro o raciocínio usado pelo aluno, deixando que ele explique, nunca colocando “palavras em sua boca” ou finalizando seu raciocínio, deixando que ele explique com suas próprias palavras. (Na sessão de exemplos com imagens tem um exemplo de registro dos raciocínios dos alunos para exemplificar melhor)
É comum nesse momento que os alunos que cometeram algum erro no resultado já comecem a se pronunciar, muitas vezes já sinalizando o erro que cometeram.
Importante: As respostas incorretas não devem ser evidenciadas, muitos alunos podem se sentir constrangidos com o erro. Se atentar nesse momento para que os colegas não zombem do colega que errou.
O tempo ideal para uma conversa numérica é de no máximo quinze minutos, podendo ocorrer no início das aulas ou ainda no final, quando sobra alguns minutos.
Em uma conversa numérica não é possível ouvir a estratégia de todos os alunos, por isso é importante explicar a eles que terão a chance de falar suas estratégias em outra conversa numérica.
Não é interessante expor os alunos, perguntando o resultado que encontraram, com a prática eles se sentirão cada vez mais a vontade em falar, desde os tímidos, até os mais desinibidos.
Finalizando a conversa numérica deve-se juntamente com a ajuda dos alunos, encontrar qual a resposta certa.
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